Primeira vez em Hong Kong: o que fazer

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Em Hong Kong, prepare-se para ser surpreendido com o encontro do moderno com o antigo, com a quantidade de pessoas nas ruas e, principalmente, com a comida. As luzes dos arranha-céus durante a noite e os templos budistas dão um toque ainda mais contrastante e especial ao local.

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Hong Kong foi colonizada pelos britânicos e apenas no final da década de 1990 se tornou uma das Regiões Administrativas da China (a outra é Macau). A fase colonial influenciou bastante a cultura do local, e atualmente em Hong Kong é possível encontrar uma mistura de Oriente com o Ocidente.

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Apesar de ter 7 milhões de habitantes, receber mais de 50 milhões de visitantes por ano e ter um dos mais movimentados portos do mundo, Hong Kong não é o destino final de muitos viajantes. Algumas pessoas visitam "só" porque estão na Ásia e resolvem dar um pulinho ali, ou apenas aproveitam algumas horas de conexão, o que é realmente uma pena.

Com os números acima, dá para imaginar que o lugar seja bem caótico, não é? São muitas pessoas nas estações de metrô, nos shoppings e nos mercados de rua. Mas ainda assim é possível encontrar ruas mais tranquilas, em lugares um pouco mais afastados que são um verdadeiro refúgio.

Se você está planejando a sua primeira visita à Hong Kong, continue lendo para descobrir o que pode fazer por lá e aproveitar o que a cidade pode oferecer.

 

Informações práticas para visitar Hong Kong

Visto: para viagens a turismo, brasileiros não precisam de visto, desde que a estadia seja inferior a 90 dias e o passaporte tenha pelo menos 6 meses de validade. Atenção: se a viagem for combinada com outros destinos da China, é necessário obter o visto chinês e possuir o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela.

Moeda: dólar de Hong Kong (HKD).

Idioma: Chinês, mas o inglês é perfeitamente utilizado e inclusive as placas são nos dois idiomas.

Onde se hospedar: Hotel IconW Hong Kong e Grand Hyatt Hong Kong.

Transporte: O metrô cobre boa parte da cidade e pode ser utilizado em vários momentos. Compre o cartão Octopus para facilitar a sua locomoção. A primeira compra custa HK$ 150 e depois você recarrega conforme a sua necessidade. Existem taxistas em vários lugares, mas muitas vezes eles não querem utilizar o taxímetro. Caso decida utilizar assim mesmo, informe o endereço e combine o preço antes entrar.

 

O que fazer em Hong Kong

Ao planejar uma viagem à Hong Kong é necessário considerar a imprevisibilidade do tempo. Não se estresse com um roteiro fechado e esteja aberto a alterações. Tendo isso em mente, continue lendo para saber o que fazer nesse destino.

 

Victoria Peak

Do Victoria Peak é possível ter a vista clássica de Hong Kong, com os prédios de Kowloon, da Ilha de Hong Kong e da baía. Para chegar até lá, é necessário ir até a estação de metrô Central (linha azul ou vermelha). O passeio começa no funicular Peak Tram (é possível utilizar o Octopus para pagar), e após essa viagem você terá acesso a diversas lojas, restaurantes e um mirante, mas este não é tão impressionante.

Para ter uma visão melhor, digna de cartão postal de Hong Kong, você precisará comprar um ingresso para ir ao Sky Terrace 428 - escolha ir em um dia com o tempo bom, para que nada atrapalhe a visibilidade.

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Giant Buddha

Uma estátua de 34 metros do Buda sentado no alto de uma montanha é uma das atrações imperdíveis para quem vai a Hong Kong. 

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O Giant Buddha está localizado em Lantau, então é necessário um bom tempo de deslocamento até lá (reserve pelo menos meio dia para este passeio). É melhor ir quando o tempo estiver bom, para que o Buda não esteja encoberto pelas nuvens. 

Para chegar até lá, vá até a estação de metrô Tung Chung (linha laranja) e depois siga até o teleférico Ngong Ping Cable Car. Os 6 quilômetros até a entrada do complexo são percorridos em um teleférico que, por um valor adicional, pode ter chão de vidro.

Ao chegar ao topo, se quiser chegar mais perto do Buda, suba os 268 degraus e aproveite para admirar as montanhas e visitar com calma o complexo. Caso tenha tempo, visite o mosteiro de Po Lin também.

 

Ten Thousand Buddhas Monastery

O Ten Thousand Buddhas Monastery é um lugar pouco visitado. Quando estivemos lá, encontramos um lugar calmo e sereno, com pouquíssimas pessoas circulando, bem diferente de muitos lugares em Hong Kong.

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Afastado das áreas mais turísticas de Hong Kong, chegar até o mosteiro não é tão difícil - a estação de metrô mais próxima é a Sha Tin (linha azul claro) e, saindo da estação, é necessário seguir em direção ao shopping e entrar na rua lateral a ele - a entrada é um caminho pavimentado e cercado por árvores.                  

Chegando até a entrada é que o desafio começa: são 431 degraus até chegar de fato ao topo do mosteiro, e o calor e a umidade podem tornar a tarefa menos agradável. Mas ao longo do caminho você terá a companhia de 500 estátuas de Ahrat (pessoa que já atingiu a iluminação), todas diferentes umas das outras.

O local não é um mosteiro em funcionamento, já que nenhum monge mora lá. Ao todo são 5 templos, 4 pavilhões, um pagode e uma varanda - dos templos, o principal é o Templo dos 10 mil Budas, que na verdade não tem só 10 mil, mas 13 mil estátuas de Buda que vão do chão até o teto, em todas as paredes. 

O mosteiro foi fundado em 1949 e finalizado em 1957 pelo reverendo Yuet Kai, que dedicou toda a vida adulta ao budismo. Apesar de já estar em idade avançada, o mesmo se juntou aos outros discípulos para carregar pessoalmente os materiais de construção do templo até o topo da montanha.

Sobre o fundador: logo depois de sair de casa, o reverendo Yuet Kai queimou dois dedos da mão esquerda. Depois, cortou um pedaço do seu peito, para que pudesse dividi-los e assim acender 48 lanternas a óleo e oferecê-las a Buda, fazendo 3 votos para mostrar sua dedicação: Nunca buscar uma vida de luxo; ler e estudar todas as escrituras budistas; e beneficiar o maior número de pessoas através da disseminação do budismo.

A entrada é gratuita e é proibido tirar fotos dentro do Templo dos 10 mil Budas. 

 

Mercados de rua

Os mercados de rua fazem parte da cultura asiática. Em Hong Kong, o Temple Street Night Market é o mais conhecido, com horário de funcionamento das 16h às 00h. Para chegar até ele, a estação de metrô mais próxima é a Jordan (linha vermelha).

Para quem vem do Brasil, o mercado pode ser considerado um camelódromo - são várias barraquinhas enfileiradas vendendo mala, roupa, bolsa, celular, pen drive, e tudo mais. A qualidade de tudo pode ser questionada, mas você pode ir apenas para olhar e comer algo, já que também existem restaurantes nas proximidades que vendem comida local.

Para quem pretende comprar alguma coisa, a palavra de ordem nesses lugares é: negociar. O preço inicial sempre é inflacionado, já considerando que o cliente irá barganhar até a redução do mesmo.

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Encontrar lugares fotogênicos

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Andar sem destino em Hong Kong é garantia de encontrar lugares fotogênicos. Mas se você quer ir com destino certo, não deixe de conferir as street arts de Old Town e as lojas de antiguidades espalhadas na região.

Outra atração que não é turística, mas que tem se tornado muito popular, é a quadra de basquete do Choi Hung Estate, que é um dos mais antigos e famosos conjuntos habitacionais em Hong Kong e ganhou uma enorme visibilidade por causa das redes sociais.

 

Passeio de barco pela Victoria Harbour

O passeio de barco pela baía é um dos mais cobiçados de Hong Kong, nele é possível ver tanto a Ilha de Hong Kong quanto Kowloon. 

Mas se você não quiser fazer um passeio de barco, tente ao menos ir à Victoria Harbour para ver o skyline de Hong Kong (vá no final da tarde e aproveite para ver a mudança de iluminação dos edifícios com a chegada da noite).

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Symphony of Lights

A Sinfonia das Luzes é um show de iluminação e música gratuito que acontece todas as noites, às 20h, e dura mais ou menos 15 minutos.  Se você já tiver visto o show em outras cidades, pode pular essa parte, se quiser.

 

Shopping Centers

Para quem gosta, Hong Kong tem diversos shopping centers com inúmeras lojas de luxo. E todas as lojas são tax free. Então, se você possui uma listinha de compras, aproveite para visitar um deles. Se quiser ir a apenas um, vá ao Harbour City.

 

Hong Kong foi uma surpresa maravilhosa e voltaremos com certeza. Obrigada pela visita e espero que tenham gostado.

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