Um miniguia para passar 48 horas em Kuala Lumpur, na Malásia

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Kuala Lumpur é a capital da Malásia e o símbolo da modernidade da nação. A cidade exibe vários arranha-céus e um vasto cenário de restaurantes e vida noturna e, além de ser o centro financeiro e comercial do país, também apresenta um rico patrimônio cultural, visto através da arquitetura colonial, templos e mesquitas. O aeroporto internacional de Kuala Lumpur é o principal da Malásia e um dos mais importantes do Sudeste Asiático, tornado o local o primeiro destino na Ásia para muitos viajantes que vem do Ocidente.

Eu tive a oportunidade de passar 48 horas em Kuala Lumpur e, com tantas opções, precisei escolher bem o que fazer. Se você pretende passar um fim de semana ou 2 dias na cidade antes de seguir para outro destino asiático, continue lendo para descobrir o que a cidade oferece.

 

Masjid Wilayah Persekutuan

Se você tem interesse em saber mais sobre o islamismo e estiver na Malásia, um país majoritariamente muçulmano, é possível fazer um tour na Masjid Wilayah Persekutuana Mesquita do Território FederalEla foi construída no final da década de 1990 e é possível ver, em sua arquitetura e design, influências iranianas, turcas, indianas e egípcias. Não muçulmanos podem fazer o tour, que começa a partir das 10h, e devem utilizar a vestimenta adequada que é oferecida na entrada.  

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Quando estivemos lá, o nosso guia foi extremamente simpático e respondeu à todas as nossas perguntas, incluindo uso do hijab, as 5 orações diárias, poligamia, etc. 

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Islamic Arts Museum

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Aberto em 1998, o Museu de Artes Islâmicas possui o maior acervo islâmico do Sudeste Asiático, com mais de 9 000 artefatos. O acervo abrange desde joias, alcorões e porcelana, até réplicas incríveis das principais mesquitas do mundo, assim como da Mesquita Sagrada, na Arábia Saudita. O prédio é uma construção moderna e com azulejos iranianos em tons de azul nas colunas de entrada, que o torna bem diferente do outro museu islâmico que visitamos em Doha. Dentro do museu, 5 cúpulas feitas por artesãos do Uzbequistão decoram elegantemente o interior, incluindo uma cúpula invertida. A entrada custa 14 MYR e pode ser comprada sem problemas no próprio museu.

 

Thean Hou Temple

O templo foi construído por volta de 1980 e é um dos maiores templos chineses na Malásia. Dedicado à deusa protetora dos pescadores, Thean Hou - também conhecida como Mazu - o templo está localizado no topo de uma montanha e proporciona uma vista singular da cidade. Ele exibe os telhados tradicionais chineses, com dragões dourados, fênix e as clássicas lanternas vermelhas, assim como diversas estátuas de Buda e de outras figuras budistas e taoistas. Do lado de fora do templo existem 12 estátuas que representam os 12 signos do zodíaco chinês.

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Petronas Towers

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Com uma altura de mais de 450 metros, as Torres Petronas são o símbolo da modernidade malaia – são 88 andares de concreto, aço e vidro, e design inspirado na arquitetura islâmica, incluindo a maior ponte de dois andares do mundo nos andares 41 e 42. 

Para ter um panorama da cidade inteira, é possível ir até o deck de observação das Petronas Towers, no 86° andar. O ingresso, que pode ser comprado antecipadamente aqui, custa 80 MYR. Vale ressaltar que uma das torres é ocupada pela companhia nacional de óleo e gás, Petronas, e o arquiteto responsável também projetou o Canary Warf, em Londres. 

 

Suria KLCC e Parque KLCC

Nos primeiros 6 andares das Petronas Towers, o Suria KLCC é um dos shoppings mais movimentados de Kuala Lumpur, com uma grande oferta de restaurantes, bares, cinemas e lojas internacionais.  

O Parque KLCC contém pistas de caminhada, playground infantil, uma piscina pública e um imenso jardim tropical, com aproximadamente 1 900 árvores e plantas. O local é ótimo para caminhadas e picnics e é lá que ocorre a Symphony Lake Fountain, um show de iluminação e água aos pés das Petronas Towers, que ocorre todas as noites, às 20h.

 

Batu Caves

Batu Caves é uma das atrações mais populares de Kuala Lumpur e o maior lugar de adoração hindu fora da Índia. A imagem da imponente estátua dourada do Lord Murugan - deus da guerra - em frente às cavernas sempre aparece ao pesquisar sobre a cidade no Google. O local é um conjunto de cavernas no qual vários templos estão situados (alguns deles ainda na parte plana). Para chegar até o topo é preciso enfrentar 272 degraus, e esta subida pode ser feita com a companhia dos macacos que habitam as cavernas e saem para conseguir comida com os visitantes.  Vá de manhã, para evitar as caravanas que chegam durante o dia.

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Chinatown

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A Chinatown de Kuala Lumpur pode ser considerada pequena quando comparada à de outras cidades, mas isto não a torna menos vibrante. No coração dela está a Jalan Petaling, com o seu famoso mercado de rua. Todos os dias, por volta das 17h, as ruas são fechadas para os carros e o mercado noturno começa. Lá é possível encontrar, além dos inúmeros produtos clássicos obrigatórios de toda Chinatown, souvenir e comida local.

 

Restaurantes e Cafés

Para quem curte uma pausa para um café quando está viajando, Kuala Lumpur tem diversas opções.

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O Merchant’s Lane Cafe está localizado na rua Petaling, perfeito para uma parada após visitar Chinatown. O local funciona em um antigo bordel que foi transformado em um café hipster, e tem atraído pessoas interessadas não apenas em seu cardápio, mas também em capturar a foto perfeita para postar nas redes sociais.

Alguns passos de distância separam o Merchant’s Lane do Chocha Foodstore, outro restaurante na rua Petaling. Em um ambiente propositalmente intocado, com paredes enferrujadas e rasgadas, tijolos expostos e aquela vibe antiga, o Chocha oferece comida chinesa/asiática (e uma variedade de chás) em um ambiente tranquilo e despojado.

 

Informações práticas para visitar Kuala Lumpur

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Visto: brasileiros não precisam de visto, desde que a estadia seja inferior a 90 dias. A Malásia é um dos países que exigem o comprovante internacional de vacinação contra febre amarela e passaporte com validade mínima de 6 meses.

Moeda: ringgit (MYR).

Idioma: malaio, mas é possível se virar com o inglês.

Transporte: a cidade conta com um amplo sistema de metrô, mas o Uber é amplamente utilizado e possibilita ter uma flexibilidade e economia maior. Utilizamos Uber durante toda a viagem.

Hospedagem: Ficamos hospedados no Shangri-La, mas o Mandarin Oriental e Grand Hyatt também pareceram ser boas opções. Uma alternativa econômica é o Traders Hotel, que tem uma piscina no rooftop que garante a foto perfeita das Petronas Towers.

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